segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A história de Waldynelson!

Um belo dia, Waldynelson foi à loja de calçados comprar um sapato. Estava decidido: o sapato tinha que ser preto, de costura aparente e sem cadarços.
Chegando à loja, o sapato tão esperado havia acabado. Nem no estoque tinha! No entanto o vendedor ofereceu um sapato verde, um pouco fosco e com cadarços.
Waldynelson levou o sapato verde por falta de opção.
Pra sua infelicidade, o sapato verde durou 4 longos anos! Foram vezes de muita vergonha e de bolha no pé. Resumindo, um total incômodo!
Passado os 4 anos, Waldynelson voltou à loja para comprar um novo sapato. Sim, teria que ser preto, de costura aparente e sem cadarços.
O vendedor voltou com a notícia que o último modelo do sapato preto, de costura aparente e sem cadarços acabara de ser vendido. Mas sorridente, ofereceu um roxo com bolinhas brancas, de veludo e com cadarço.
Waldynelson levou o sapato roxo!




tq

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Teatro!

Teatro
Composição: tony quintino

Já não cabe em mim
Você pode me perdoar?
Não há razão de ser
E nem lugar

Já não sonho mais
O amor pode me libertar?
Vou só me recompor
E esperar

É estranho te dizer 
Assim não faz doer
Nem fere o coração

Fiz do não então talvez
Nem fui me desculpar
Falta saber o que você dirá

É vago e falso o amor que me condena a sentir
Posso ser bom ator, sei chorar e sei sorrir
Afago o meu cansaço, em outros braços te esqueci
Vou te contar amor, só queria te ferir
E é de restos, versos, gestos incompletos
Que te vejo prosseguir

tq


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Pálido!

Pálido
Composição: tony quintino

Tristes, lentos os dias sem te ver
Cabe um verso pra não me esquecer
Sábio, o amor me faz assim
Tanto que eu não sei de mim

Tento um sonho pra te encontrar
Me sinto como um náufrago em seu mar
Longe fui e me perdi
Sabe, o amor me faz assim

E onde quer que eu vá
Insisto em procurar
A felicidade que invade
E a beleza desses fins de tarde

Finjo nesse quarto cor de giz
Nada disso já me faz feliz
Cálido meu coração
Não se esquece e sofre em vão

Calo e até deixo de sonhar
Vagos pensamentos pelo ar
Pálido meu coração
Não se esquece e sofre em vão

E onde quer que eu vá
Desisto de buscar
A felicidade que invade
E a beleza desses fins de tarde

Vasto e casto amor
Dediquei sem perceber
Indulgente, me esqueci
Nada fez por merecer

E assim me afogo em dor
Vem a noite e sinto frio
É o frio da solidão
E me vejo aos pedaços pelo chão

tq

sábado, 11 de agosto de 2012

Paulo Leminski!

Razão de ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

Paulo Leminski

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Quarta-feira de cinzas!

Quarta-feira de cinzas
Composição: tony quintino

Um vício que afaga a alma
O amor que respira acalma
Alguém cansado de esperar

Me encontro num labirinto
Sem noites, sem dias
Minhas mãos não podem te tocar

Gestos na escuridão
Não acho é nem posso ver
Caminhos que me levam a lugar nenhum

Sentido não há nessa busca de um novo lar
Onde eu possa repousar meu amor
Do céu cairá a chuva mansa pra me distrair
Então finjo ter a paz que um dia já me fez feliz

tq

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Desencontros!

Desencontros
Composição: tony quintino

Palavras duras que invadem meu dia te ouvi dizer
Sigo juntando pedaços caídos que ninguém vê
Só posso esperar
O encanto tocar alguém
Só posso esperar

Dos olhos corre saudade por não caber tanto em mim
A dor que explode por dentro achou jeito de sair
Só posso jurar
E o canto vai mais além
Só posso esperar

Sabes tão bem de mim
Que me tens assim
Só encontro em teus braços lugar

Face do meu sonhar
Sê meu ar, meu par
Sim, te espero me ouvindo chegar

tq

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Florbela Espanca!

Amar

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui… além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder… pra me encontrar...

Florbela Espanca