sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Simone de Beauvoir!

Viver sem tempos mortos

A impressão que eu tenho é de não ter envelhecido, embora eu esteja instalada na velhice. O tempo é irrealizável. Provisoriamente, o tempo parou para mim. Provisoriamente.
Mas eu não ignoro as ameaças que o futuro encerra, como também não ignoro que é meu passado que define a minha abertura para o futuro. O meu passado é referência que me projeta e que eu devo ultrapassar. Portanto, ao meu passado eu devo o meu saber e minha ignorância, as minhas necessidades, as minhas relações, a minha cultura e o meu corpo. Que espaço o meu passado deixa para a minha liberdade hoje? Não sou escrava dele.
O que eu sempre quis foi comunicar da maneira mais direta o sabor da minha vida. Unicamente, o sabor da minha vida.
Acho que eu consegui fazê-lo. Vivi num mundo de homens guardando em mim o melhor da minha feminilidade. Não desejei nem desejo nada mais do que viver sem tempos mortos.

Simone de Beauvoir

sábado, 16 de janeiro de 2016

Pedaços!

Primeira canção em solo gaúcho.

Pedaços!
Composição: tony quintino

A cada dia eu busco paz
A cada dia um sonho traz
A cada dia eu morro mais
Eu sei

Você bem sabe que eu tentei
Você bem sabe o que eu te dei
Você bem sabe que eu te amei
Te amei

Hoje eu queria lembrar
Hoje o que eu fiz foi sangrar
Hoje eu pedi pra deixar
Pra deixar correr
Pra me deixar viver

Ouça, eu fiz pra te dar
Como prever o fim?
Como se despedir?

Moça, eu quis te guardar
Fica uma cicatriz
Nosso final feliz

Morena dos sonhos meus
Esse é o meu último adeus

tq